Por Que a Isenção de IR da Poupança Só Compensa em Prazos Curtos

Resposta rápida: a renda fixa tributável (como CDBs) segue uma tabela regressiva de Imposto de Renda — a alíquota começa em 22,5% para resgates em até 180 dias e cai gradualmente até 15% para aplicações mantidas por mais de 720 dias. Como a alíquota diminui com o tempo, a vantagem da isenção de IR da poupança é maior em prazos curtos e menor (ou até superada) em prazos longos.

Esse detalhe explica por que investidores de longo prazo costumam preferir CDBs e outros títulos tributáveis à poupança, mesmo com a isenção de IR desta última.

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As faixas da tabela regressiva

Por que a vantagem da poupança diminui com o tempo

Em prazos curtos, a alíquota de 22,5% sobre um CDB reduz significativamente seu rendimento líquido, tornando a poupança isenta mais competitiva mesmo com uma rentabilidade bruta menor. Já em prazos longos, com a alíquota caindo para 15%, um CDB com rentabilidade bruta um pouco maior que a poupança frequentemente entrega um rendimento líquido superior, mesmo pagando algum imposto.

Um raciocínio simplificado do efeito

Se um CDB rende, por exemplo, 100% do CDI bruto, e a poupança rende o equivalente a 60% do CDI bruto (isenta), em prazos curtos a mordida de 22,5% de IR sobre o CDB pode aproximar bastante o rendimento líquido dos dois. Já em prazos longos, com IR de apenas 15% sobre o CDB, a diferença de rendimento líquido a favor do CDB tende a ser maior, já que a rentabilidade bruta original (100% do CDI) era significativamente superior à da poupança.

Como decidir entre poupança e CDB considerando o prazo

Perguntas frequentes

Como funciona a tabela regressiva de IR?

A alíquota cai de 22,5% para 15% conforme o prazo de aplicação aumenta.

Por que isso reduz a vantagem da poupança?

Porque em prazos longos, o IR menor sobre CDBs reduz a diferença de rendimento líquido.

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